{"id":12811,"date":"2021-12-10T11:28:29","date_gmt":"2021-12-10T11:28:29","guid":{"rendered":"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/?p=12811"},"modified":"2021-12-10T11:28:52","modified_gmt":"2021-12-10T11:28:52","slug":"chuvas-abaixo-da-media-tiram-r-80-bi-por-ano-do-pib-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/index.php\/2021\/12\/10\/chuvas-abaixo-da-media-tiram-r-80-bi-por-ano-do-pib-brasileiro\/","title":{"rendered":"Chuvas abaixo da m\u00e9dia tiram R$ 80 bi por ano do PIB brasileiro"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"news-subheadline\">O c\u00e1lculo \u00e9 do economista Br\u00e1ulio Borges, da LCA Consultores e do Ibre\/FGV (Instituto Brasileiro de Economia, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas)<\/h4>\n<div class=\"news-main-image \"><picture><source srcset=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com.br\/640\/naom_56485f8c9814f.jpg\" media=\"(max-width: 640px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com.br\/960\/naom_56485f8c9814f.jpg\" media=\"(max-width: 960px)\" \/><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive \" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com.br\/1920\/naom_56485f8c9814f.jpg\" alt=\"Chuvas abaixo da m\u00e9dia tiram R$ 80 bi por ano do PIB brasileiro\" \/> <\/picture><\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-12 col-md-12 col-sm-6 col-xs-6\">\n<p class=\"news-main-image-copyright text-left\">\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row news-main-text-container\">\n<div class=\"col-lg-12 col-md-12 col-sm-12 col-xs-12\">\n<div class=\"news-main-text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"news_capital_letter\">C<\/span>URITIBA, PR (FOLHAPRESS) Seca, reservat\u00f3rios de hidrel\u00e9tricas em baixa, conta de luz mais cara e choque nos pre\u00e7os dos alimentos. Essas imagens, que se tornaram corriqueiras ao longo de 2021, apontam para um dado impactante: o Brasil perde, em m\u00e9dia, R$ 80 bilh\u00f5es do PIB (Produto Interno Bruto) por ano devido \u00e0 falta de chuvas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O c\u00e1lculo \u00e9 do economista Br\u00e1ulio Borges, da LCA Consultores e do Ibre\/FGV (Instituto Brasileiro de Economia, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas), e j\u00e1 considera efeitos da infla\u00e7\u00e3o no per\u00edodo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o quadro de chuvas tenha se revelado especialmente dram\u00e1tico em 2021, com graves meses de seca e ficando 26% abaixo da m\u00e9dia (1980-2019), desde 2012, as chuvas no Brasil t\u00eam sido abaixo do esperado, em todos os anos exceto em 2013, segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A baixa intensidade das chuvas \u00e9 um dos ingredientes que contribu\u00edram para a d\u00e9cada perdida do PIB, mas que costumava ser ignorado&#8221;, diz Borges. &#8220;Geralmente, os maiores destaques s\u00e3o fatores internacionais e problemas de pol\u00edtica econ\u00f4mica dom\u00e9stica, como a nova matriz econ\u00f4mica.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil foi de um extremo ao outro em um intervalo de tempo curto: na d\u00e9cada anterior, entre 2002 e 2011, o saldo foi inverso, com as chuvas acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica em nove dos dez anos.<br \/>\nSegundo Borges, ao se considerar os efeitos diretos e indiretos da escassez de chuva, o impacto acumulado no PIB no per\u00edodo de 2012 a 2021 \u00e9 de 17%, em termos reais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso a situa\u00e7\u00e3o fosse outra, a infla\u00e7\u00e3o no per\u00edodo seria menor, e o PIB nominal deste ano, maior. A proje\u00e7\u00e3o atual \u00e9 que chegue a R$ 8,7 trilh\u00f5es, mas sem os choques que ocorreram, poderia estar indo para R$ 9,5 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de uma diferen\u00e7a de R$ 800 bilh\u00f5es -ou de R$ 80 bilh\u00f5es por ano, na m\u00e9dia, para o per\u00edodo, explica o economista.<br \/>\nDos R$ 80 bilh\u00f5es perdidos por ano, R$ 50 bilh\u00f5es s\u00e3o pelos efeitos diretos da falta de chuvas, como no caso da produtividade da atividade agropecu\u00e1ria e da energia mais cara, que provoca um choque de custos para a economia como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Borges explica que esses efeitos sobre a economia s\u00e3o como uma bola de neve: com a falta de chuvas reduzindo a produtividade agr\u00edcola e tornando a energia mais cara, o PIB cresce menos, gerando esse choque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De forma indireta, a energia mais cara tamb\u00e9m reduz a renda das fam\u00edlias, sobretudo por ser um gasto mais dif\u00edcil de contornar, e elas acabam podendo consumir menos outros itens. A falta de chuvas afeta, ainda, o turismo e as hidrovias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As empresas tamb\u00e9m perdem f\u00f4lego e capacidade de investimento, a energia impacta na infla\u00e7\u00e3o e a pol\u00edtica monet\u00e1ria acaba ficando mais restritiva, com a alta dos juros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Proje\u00e7\u00f5es do Banco Mundial trazem um cen\u00e1rio preocupante sobre as precipita\u00e7\u00f5es em diferentes pa\u00edses, a partir de cen\u00e1rios para emiss\u00f5es de g\u00e1s de efeito estufa. Na maior parte deles, o Brasil vai continuar mais seco pelos pr\u00f3ximos anos, com chuvas 10% abaixo da m\u00e9dia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, um relat\u00f3rio do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas) deste ano aponta que, enquanto a intensidade das chuvas deve crescer em algumas regi\u00f5es, aumentos de seca s\u00e3o esperados em outras, como o sudoeste da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Isso s\u00f3 refor\u00e7a a prescri\u00e7\u00e3o de reduzir a depend\u00eancia da hidroeletricidade, que deve acontecer a passos largos, para tirar essa restri\u00e7\u00e3o da frente e o pa\u00eds poder crescer com menos risco de suprimento de energia&#8221;, diz Borges.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A matriz hidrel\u00e9trica representa hoje cerca de 63,5% do total, segundo o Minist\u00e9rio de Minas e Energia. &#8220;As energias e\u00f3lica e fotovoltaica t\u00eam custos cada vez mais pr\u00f3ximos da hidrel\u00e9trica. \u00c9 preciso caminhar no sentido de que a matriz fique em um ter\u00e7o para hidrel\u00e9tricas, o outro para e\u00f3lica e sola e o restante para termel\u00e9tricas.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Isso vai acontecer naturalmente, j\u00e1 que os principais pontos para instala\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas est\u00e3o ocupados&#8221;, avalia Armando Castelar, coordenador de economia aplicada do Ibre\/FGV. &#8220;A expans\u00e3o se dar\u00e1 na margem em outros tipos de usina, e o impacto da seca vai estimular mais ainda esse movimento.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista do agroneg\u00f3cio, os impactos da seca e da geada se fizeram sentir na queda de 8% do PIB do terceiro trimestre, divulgado na \u00faltima semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica). Al\u00e9m de fatores sazonais, os choques clim\u00e1ticos prejudicaram o plantio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A realidade do agroneg\u00f3cio em todo o mundo -e especialmente no Brasil- vai ser produzir mais com cada vez menos \u00e1gua e impactos ambientais. N\u00e3o \u00e9 algo para o futuro, mas para agora&#8221;, diz Paulo Camuri, economista s\u00eanior do WRI Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Mapa (Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento) destaca que n\u00e3o tem governan\u00e7a das \u00e1guas, mas diz acompanhar o cen\u00e1rio meteorol\u00f3gico para an\u00e1lise e estimativa de safras agr\u00edcolas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outubro, o minist\u00e9rio lan\u00e7ou o Programa Nacional de Manejo Sustent\u00e1vel do Solo e da \u00c1gua em Microbacias Hidrogr\u00e1ficas, o \u00c1guas do Agro. &#8220;A meta \u00e9 promover o desenvolvimento sustent\u00e1vel no meio rural, por meio da ado\u00e7\u00e3o de tecnologias e pr\u00e1ticas de conserva\u00e7\u00e3o de solo e \u00e1gua.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Borges ressalta que, al\u00e9m de iniciativas pontuais, o pa\u00eds deveria adotar um pacote de investimentos verde, nos moldes dos pa\u00edses desenvolvidos. O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) estima que o Brasil poderia gerar at\u00e9 7 milh\u00f5es de empregos da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Seria um caminho para contornar o problema da falta de chuvas e da recupera\u00e7\u00e3o da economia ap\u00f3s a pandemia, mas \u00e9 preciso lideran\u00e7a e coordena\u00e7\u00e3o para atrair capitais. O que a gente v\u00ea hoje, infelizmente, \u00e9 negacionismo na agenda clim\u00e1tica.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1867582\/chuvas-abaixo-da-media-tiram-r-80-bi-por-ano-do-pib-brasileiro\">Noticias ao Minuto<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e1lculo \u00e9 do economista Br\u00e1ulio Borges, da LCA Consultores e do Ibre\/FGV (Instituto Brasileiro de Economia, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas) CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) Seca, reservat\u00f3rios de hidrel\u00e9tricas em baixa, conta de luz mais cara e choque nos pre\u00e7os dos alimentos. 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