{"id":15089,"date":"2022-04-11T11:13:21","date_gmt":"2022-04-11T11:13:21","guid":{"rendered":"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/?p=15089"},"modified":"2022-04-11T11:44:21","modified_gmt":"2022-04-11T11:44:21","slug":"combustivel-puxa-serie-de-aumento","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/index.php\/2022\/04\/11\/combustivel-puxa-serie-de-aumento\/","title":{"rendered":"Combust\u00edvel puxa s\u00e9rie de aumento"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"news-subheadline\">As empresas de transporte p\u00fablico reivindicam aumentos de cerca de 20%.<\/h4>\n<div class=\"news-main-image \"><picture><source srcset=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com.br\/640\/naom_6231a7dbd1f06.jpg\" media=\"(max-width: 640px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com.br\/960\/naom_6231a7dbd1f06.jpg\" media=\"(max-width: 960px)\" \/><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive \" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com.br\/1920\/naom_6231a7dbd1f06.jpg\" alt=\"Combust\u00edvel puxa s\u00e9rie de aumento\" \/> <\/picture><\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-12 col-md-12 col-sm-6 col-xs-6\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row news-info-container no-margin\">\n<div class=\"col-lg-6 col-md-6 col-sm-6 hidden-xs no-padding\">\n<div class=\"news-social\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row news-main-text-container\">\n<div class=\"col-lg-12 col-md-12 col-sm-12 col-xs-12\">\n<p class=\"news-main-text\" style=\"text-align: justify;\">A alta no pre\u00e7o dos combust\u00edveis vai al\u00e9m dos gastos para encher o tanque. Nas \u00faltimas semanas, desde o \u00faltimo an\u00fancio de reajuste feito pela Petrobras &#8211; de 18,8% na gasolina e 24,9% no diesel -, v\u00e1rios aumentos foram anunciados. As tarifas de viagens por aplicativos subiram at\u00e9 6%; as entregas por delivery, at\u00e9 50%; e as passagens a\u00e9reas, entre 32% (internacionais) e 62% (nacionais). Isso sem contar o que vem pela frente. As empresas de transporte p\u00fablico reivindicam aumentos de cerca de 20%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alimentos e produtos industrializados tamb\u00e9m sentem os efeitos da alta dos combust\u00edveis, por causa do aumento dos fretes. Hoje, o Brasil movimenta mais de 60% de suas cargas por rodovias, em caminh\u00f5es movidos a diesel. Como o reajuste impacta o custo das transportadoras, esse aumento tamb\u00e9m \u00e9 repassado para o frete. Algumas j\u00e1 conseguiram recompor as perdas, outras ainda est\u00e3o renegociando os contratos com os clientes para repassar, pelo menos, parte do aumento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de S\u00e3o Paulo e Regi\u00e3o (Setcesp), Adriano Depentor, afirma que a entidade aconselhou seus associados a reajustarem o frete entre 14% e 15%. &#8220;A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 repassar os aumentos para manter as contas saud\u00e1veis. Mas cada um vai decidir o porcentual e a melhor forma de revisar seus pre\u00e7os&#8221;, diz o executivo, destacando que as companhias t\u00eam contratos de longo prazo com clientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 12 meses, diz, o valor do frete por quil\u00f4metro subiu entre 20% e 28% por causa da infla\u00e7\u00e3o e da m\u00e3o de obra. &#8220;Quem viveu os tempos da hiperinfla\u00e7\u00e3o tem at\u00e9 arrepio de ver a escalada dos pre\u00e7os.&#8221; Em mar\u00e7o, o IPCA subiu 1,62%, maior alta para o m\u00eas em 28 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Gasto cresceu R$ 1,25 bi<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os meses de mar\u00e7o e abril, o gasto dos brasileiros com despesas essenciais, como combust\u00edveis, alimentos e educa\u00e7\u00e3o, aumentou R$ 16 bilh\u00f5es. Desse total, R$ 1,25 bilh\u00e3o veio do reajuste da gasolina e diesel, segundo dados da consultoria Tend\u00eancias Consultoria Integrada. Isso explica o avan\u00e7o de 1,62% da infla\u00e7\u00e3o em mar\u00e7o, a maior para o m\u00eas em 28 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expectativa \u00e9 que os pre\u00e7os continuem a pressionar a renda dos consumidores, que vem sendo corro\u00edda ano ap\u00f3s ano. A economista da Tend\u00eancias, Alessandra Ribeiro, afirma que, como se trata de um bem com pequena elasticidade, o aumento reduz o espa\u00e7o no or\u00e7amento do brasileiro para outros bens e servi\u00e7os. &#8220;E isso tem um efeito redutor no crescimento econ\u00f4mico.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o presidente da Trevisan Escola de Neg\u00f3cios, VanDyck Silveira, a alta dos combust\u00edveis provoca uma bola de neve na economia por causa dos repasses. Al\u00e9m do pre\u00e7o do frete, que \u00e9 transferido para outros produtos, o setor de servi\u00e7os tamb\u00e9m reflete o aumento. As viagens de carro por aplicativos, por exemplo, ficaram mais salgadas desde o an\u00fancio da Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Motoristas de Aplicativos, Eduardo Lima de Souza, afirma que a tarifa da 99 subiu 5% e a do Uber, 6,5% por km rodado. &#8220;O aumento dos combust\u00edveis foi de 18%, ent\u00e3o continuamos com defasagem. Muitos motoristas est\u00e3o tendo de ampliar a carga hor\u00e1ria para manter a renda.&#8221; Isso significa trabalhar at\u00e9 14 horas por dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse caso, o consumidor n\u00e3o tem para onde correr. O pre\u00e7o das corridas de t\u00e1xis tamb\u00e9m subiu. Em S\u00e3o Paulo, depois de sete anos sem aumento, a prefeitura autorizou o reajuste. O valor inicial da corrida saltou para R$ 5,50, com aumento de 22%. O quil\u00f4metro percorrido teve alta de 45%. A tarifa hor\u00e1ria, cobrada quando o carro est\u00e1 parado ou em baixa velocidade, subiu 48%, para R$ 49.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PANE SECA. &#8220;O aumento tinha de sair de qualquer jeito, a categoria estava numa situa\u00e7\u00e3o delicad\u00edssima&#8221;, afirma Luiz Capelo, vice-diretor do Sindicato dos Taxistas Aut\u00f4nomos de S\u00e3o Paulo. Ele conta que, antes do reajuste, muitos motoristas enfrentavam &#8220;pane seca&#8221;: paravam de rodar por falta de dinheiro para abastecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria roda com carros movidos a etanol e g\u00e1s natural veicular (GNV). S\u00f3 pequena parcela abastece com gasolina. Dados da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo mostram que, nos \u00faltimos tr\u00eas meses, o pre\u00e7o m\u00e9dio do GNV subiu 25,86%, a gasolina comum teve alta de 10,93% e o etanol, de 4,15%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ENTREGAS. Outro h\u00e1bito que caiu nas gra\u00e7as do brasileiro, o delivery tamb\u00e9m teve suas taxas revisadas pelas empresas. Desde o in\u00edcio do m\u00eas, os entregadores do iFood tiveram aumento de 50% no valor m\u00ednimo por km rodado, de R$ 1 para R$ 1,50, e outro de 13% no valor da rota m\u00ednima (a menor quantia que recebem por uma entrega), de R$ 5,31 para R$ 6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a companhia, o aumento teve car\u00e1ter de urg\u00eancia por causa da infla\u00e7\u00e3o e do aumento dos combust\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No transporte escolar, o reajuste m\u00e9dio das mensalidades, que ficou em torno de 20%, fez com que 30% dos pais desistissem do servi\u00e7o, conta Anderson Malafaia, presidente da Uni\u00e3o Geral do Transporte Escolar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A entidade tem 3 mil associados no Estado de S\u00e3o Paulo, entre motoristas aut\u00f4nomos, empresas e cooperativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quase a totalidade dos ve\u00edculos usados no transporte escolar s\u00e3o movidos a diesel. &#8220;O impacto da alta do diesel foi muito relevante para n\u00f3s e o nosso custo operacional subiu demais&#8221;, diz Malafaia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com aumento da mensalidade do transporte escolar, que varia muito a depender do bairro, entre R$ 200 e R$ 900, por exemplo, Malafaia diz que esse reajuste n\u00e3o cobre todos os aumentos de custos que os motoristas tiveram. A necessidade de reajuste da mensalidade para retornar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o pr\u00e9-pandemia seria em torno de 40%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro que reivindica uma revis\u00e3o dos pre\u00e7os \u00e9 o setor de transporte p\u00fablico, em que o diesel representa 30% da opera\u00e7\u00e3o (antes do aumento da Petrobras era de 26,6%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o presidente executivo da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, Francisco Christovan, com a alta do diesel o setor teria de reajustar tarifas em 19,5%, mas nada foi repassado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos bares e restaurantes, por causa da press\u00e3o de alimentos e, sobretudo, g\u00e1s de botij\u00e3o &#8211; que aumentou quase 30% em 12 meses -, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 cr\u00edtica. &#8220;O g\u00e1s representa entre 8% e 10% do custo das nossas mercadorias&#8221;, afirma Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisa recente da entidade revela que 38% dos estabelecimentos amargam preju\u00edzos e 60% declararam estar no vermelho porque n\u00e3o conseguiram repassar aumentos de custos para o card\u00e1pio. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal <b>O Estado de S. Paulo.<\/b><\/p>\n<p><b> <\/b><b>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1900318\/combustivel-puxa-serie-de-aumento\">Noticias ao Minuto<\/a><br \/>\n<\/b><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As empresas de transporte p\u00fablico reivindicam aumentos de cerca de 20%. A alta no pre\u00e7o dos combust\u00edveis vai al\u00e9m dos gastos para encher o tanque. Nas \u00faltimas semanas, desde o \u00faltimo an\u00fancio de reajuste feito pela Petrobras &#8211; de 18,8% na gasolina e 24,9% no diesel -, v\u00e1rios aumentos foram anunciados. 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