{"id":2435,"date":"2017-03-23T18:17:13","date_gmt":"2017-03-23T18:17:13","guid":{"rendered":"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/?p=2435"},"modified":"2017-03-29T14:32:43","modified_gmt":"2017-03-29T14:32:43","slug":"camara-aprova-texto-principal-que-permite-terceirizacao-irrestrita","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/index.php\/2017\/03\/23\/camara-aprova-texto-principal-que-permite-terceirizacao-irrestrita\/","title":{"rendered":"C\u00e2mara aprova texto principal que permite terceiriza\u00e7\u00e3o irrestrita"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"headline\">O texto principal do projeto foi aprovado por 231 votos a 188 &#8211; qu\u00f3rum menor do que os 308 votos m\u00ednimos necess\u00e1rios para aprovar uma PEC<\/h4>\n<p><a href=\"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/C\u00e2mara-aprova-texto-principal-que-permite-terceiriza\u00e7\u00e3o-irrestrita.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2436\" src=\"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/C\u00e2mara-aprova-texto-principal-que-permite-terceiriza\u00e7\u00e3o-irrestrita.jpg\" alt=\"\" width=\"1370\" height=\"587\" srcset=\"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/C\u00e2mara-aprova-texto-principal-que-permite-terceiriza\u00e7\u00e3o-irrestrita.jpg 1370w, http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/C\u00e2mara-aprova-texto-principal-que-permite-terceiriza\u00e7\u00e3o-irrestrita-300x129.jpg 300w, http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/C\u00e2mara-aprova-texto-principal-que-permite-terceiriza\u00e7\u00e3o-irrestrita-768x329.jpg 768w, http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/C\u00e2mara-aprova-texto-principal-que-permite-terceiriza\u00e7\u00e3o-irrestrita-1024x439.jpg 1024w, http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/C\u00e2mara-aprova-texto-principal-que-permite-terceiriza\u00e7\u00e3o-irrestrita-600x257.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 1370px) 100vw, 1370px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira, 22, projeto de lei de 19 anos atr\u00e1s que permite terceiriza\u00e7\u00e3o irrestrita em empresas privadas e no servi\u00e7o p\u00fablico. A proposta tamb\u00e9m amplia a permiss\u00e3o para contrata\u00e7\u00e3o de trabalhadores tempor\u00e1rios, dos atuais tr\u00eas meses para at\u00e9 nove meses &#8211; seis meses, renov\u00e1veis por mais tr\u00eas.<\/p>\n<p>O texto principal do projeto foi aprovado por 231 votos a 188 &#8211; qu\u00f3rum menor do que os 308 votos m\u00ednimos necess\u00e1rios para aprovar uma Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) como a da reforma da Previd\u00eancia. Houve ainda oito absten\u00e7\u00f5es. Neste momento, deputados come\u00e7aram a votar os destaques ao projeto.<\/p>\n<p>Na vota\u00e7\u00e3o, a C\u00e2mara n\u00e3o pode incluir inova\u00e7\u00f5es no texto. Isso porque a proposta, de 1998, j\u00e1 tinha passado uma vez pela Casa, em 2000, e pelo Senado em 2002. Com isso, deputados s\u00f3 puderam escolher se mantinham integral ou parcialmente o texto aprovado pelo Senado ou se retomavam, integral ou parcialmente, a reda\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara.<\/p>\n<p>O texto final aprovado, que seguir\u00e1 para san\u00e7\u00e3o do presidente Michel Temer, autoriza terceiriza\u00e7\u00e3o em todas as atividades, inclusive na atividade-fim. Atualmente, jurisprud\u00eancia do Tribunal Superior do Trabalho (TSE) pro\u00edbe terceirizar atividade-fim da empresa. Por exemplo, um banco n\u00e3o pode terceirizar os atendentes do caixa.<\/p>\n<p>No caso do servi\u00e7o p\u00fablico, a exce\u00e7\u00e3o da terceiriza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 para atividades que s\u00e3o exercidas por carreiras de Estado, como ju\u00edzes, promotores, procuradores, auditores, fiscais e policiais. Outras fun\u00e7\u00f5es, mesmo que ligadas a atividade-fim, poder\u00e3o ser terceirizadas em \u00f3rg\u00e3os ou empresas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>O projeto final tamb\u00e9m regulamentou a responsabilidade &#8220;subsidi\u00e1ria&#8221; da empresa contratante por d\u00e9bitos trabalhistas e previdenci\u00e1rios dos trabalhadores terceirizados, como acontece hoje. Ou seja, a contratante s\u00f3 ser\u00e1 acionada a arcar com essas despesas se a cobran\u00e7a dos d\u00e9bitos da empresa terceirizada contratada fracassar.<\/p>\n<p>O texto que seguiu para san\u00e7\u00e3o prev\u00ea ainda um escalonamento do capital social m\u00ednimo exigido de uma empresa de terceiriza\u00e7\u00e3o, de acordo com o n\u00famero de funcion\u00e1rios. O capital social m\u00ednimo exigido vai de R$ 10 mil, para companhias com at\u00e9 10 funcion\u00e1rios, a R$ 250 mil, para empresas com mais de 100 trabalhadores.<\/p>\n<p>Hoje, n\u00e3o h\u00e1 essa exig\u00eancia na iniciativa privada. J\u00e1 no servi\u00e7o p\u00fablico, a empresa contratante \u00e9 que determina na hora da contrata\u00e7\u00e3o qual deve ser o capital social m\u00ednimo da companhia de terceirizados. Inicialmente inserida na proposta, a anistia de &#8220;d\u00e9bitos, penalidades e multas&#8221; impostas at\u00e9 agora \u00e0s empresas foi retirada do texto pelo relator para facilitar a aprova\u00e7\u00e3o do projeto. O governo era contra a medida. Segundo o relator do projeto na C\u00e2mara, La\u00e9rcio Oliveira (SD-SE), essas d\u00edvidas hoje somam R$ 12 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o criticou a vota\u00e7\u00e3o do projeto, sob o argumento de que representa um retrocesso e prejudica os trabalhadores. Opositores tentaram negociar, sem sucesso, o adiamento da vota\u00e7\u00e3o. Eles queriam que, em vez da proposta de 1998, fosse votado um projeto de 2015 que regulamenta a terceiriza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 foi votado na C\u00e2mara e est\u00e1 parado no Senado.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de deputados da oposi\u00e7\u00e3o e das centrais sindicais, a proposta mais recente oferece mais salvaguardas aos trabalhadores. O projeto de 2015 traz garantias, como a proibi\u00e7\u00e3o de a empresa contratar como terceirizado um funcion\u00e1rio que trabalhou nela como CLT nos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n<p>Para opositores, a aprova\u00e7\u00e3o do projeto anula a reforma trabalhista que est\u00e1 em discuss\u00e3o na C\u00e2mara. &#8220;Se a terceiriza\u00e7\u00e3o for votada hoje, ela anula esta comiss\u00e3o. Se for votada, a reforma trabalhista vai perder muito o sentido&#8221;, disse o deputado Paul\u00e3o (PT-AL).<\/p>\n<p>O l\u00edder do governo na C\u00e2mara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), por sua vez, saiu em defesa da proposta. Segundo ele, o projeto vai permitir a gera\u00e7\u00e3o de empregos. &#8220;O Brasil mudou, mas ainda temos uma legisla\u00e7\u00e3o arcaica. Queremos avan\u00e7ar em uma rela\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tira emprego de ningu\u00e9m, que n\u00e3o vai enfraquecer sindicatos&#8221;, disse. Com informa\u00e7\u00f5es do Estad\u00e3o Conte\u00fado.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/362953\/camara-aprova-texto-principal-que-permite-terceirizacao-irrestrita\" target=\"_blank\">Not\u00edcias ao Minuto<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O texto principal do projeto foi aprovado por 231 votos a 188 &#8211; qu\u00f3rum menor do que os 308 votos m\u00ednimos necess\u00e1rios para aprovar uma PEC A C\u00e2mara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira, 22, projeto de lei de 19 anos atr\u00e1s que permite terceiriza\u00e7\u00e3o irrestrita em empresas privadas e no servi\u00e7o p\u00fablico. 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