{"id":6874,"date":"2020-11-19T11:38:58","date_gmt":"2020-11-19T11:38:58","guid":{"rendered":"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/?p=6874"},"modified":"2020-11-19T11:39:01","modified_gmt":"2020-11-19T11:39:01","slug":"covid-19-avanca-e-causa-temor-de-segunda-onda","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/index.php\/2020\/11\/19\/covid-19-avanca-e-causa-temor-de-segunda-onda\/","title":{"rendered":"Covid-19 avan\u00e7a e causa temor de segunda onda"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Covid-19-avan\u00e7a-e-causa-temor-de-segunda-onda.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-6875\" src=\"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Covid-19-avan\u00e7a-e-causa-temor-de-segunda-onda.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" srcset=\"http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Covid-19-avan\u00e7a-e-causa-temor-de-segunda-onda.jpg 640w, http:\/\/sindiquimicabr.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Covid-19-avan\u00e7a-e-causa-temor-de-segunda-onda-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Um repique que ainda n\u00e3o se sabe se pode virar uma segunda onda. Os n\u00fameros preocupam. Levantamento aponta que o Rio de Janeiro foi a cidade do pa\u00eds que mais teve aumento de mortes por Covid-19 nas duas semanas que antecederam o dia 17 de novembro. Foram 505 mortes no per\u00edodo contra 404 \u00f3bitos ocorridos em S\u00e3o Paulo, que sempre apresentou os piores \u00edndices. O Rio s\u00f3 fica atr\u00e1s em n\u00fameros de casos, que voltaram a disparar: nos mesmos dias, mais 15.476 pessoas na capaital paulista foram infectadas contra 8.045 pacientes cariocas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No munic\u00edpio do Rio, que, pelos par\u00e2metros cient\u00edficos, ainda n\u00e3o teria sa\u00eddo da primeira onda, especialistas tentam entender esse novo pico, num cen\u00e1rio de desmonte dos hospitais de campanha e de flexibiliza\u00e7\u00e3o do controle sanit\u00e1rio.<\/p>\n<div id=\"pub-in-text-1\" class=\"dfp publicidade outstream clearfix advertising--loaded\" data-extra-advertising-format=\"in-text\" data-extra-advertising-index=\"1\" data-google-query-id=\"CLTw2-7Bju0CFe4GuQYdsmMOzg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/info.web.extra\/noticia\/rio\/materia_14__container__\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>O pesquisador Wesley Cota, da Universidade Federal de Vi\u00e7osa (MG), destaca que o deslocamento da mancha do coronav\u00edrus, que h\u00e1 alguns meses era mais forte nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, n\u00e3o ocorre por acaso:<\/p>\n<p>\u2014 A onda epid\u00eamica se move novamente para as regi\u00f5es Sul e Sudeste. \u00c9 natural e esperado que a epidemia atinja com mais intensidade lugares diferentes em momentos diferentes, como acontece agora com as cidades do Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, e essa incid\u00eancia depende do comportamento social das pessoas em cada cidade, por exemplo, pelo n\u00edvel de isolamento social e restri\u00e7\u00f5es adotados e uso de m\u00e1scaras.<\/p>\n<p>Na cidade do Rio, a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTIs para pacientes com Covid bate recorde, alcan\u00e7ando 97% das 251 vagas dispon\u00edveis, o que pressiona grandes unidades, muito procuradas pela popula\u00e7\u00e3o, como o Hospital Miguel Couto, na G\u00e1vea. Em toda a rede SUS no munic\u00edpio \u2014 que inclui vagas estaduais e federais \u2014, 80% estavam ocupadas ontem. Em 18 de outubro, na Grande S\u00e3o Paulo, 40,5% das UTIs estavam com pacientes. Ontem, o n\u00famero saltou para 43,1%.<\/p>\n<p>Com Rio e S\u00e3o Paulo puxando de novo os n\u00fameros da doen\u00e7a para cima, fica dif\u00edcil separar o que \u00e9 medo da popula\u00e7\u00e3o e o que \u00e9 crescimento do cont\u00e1gio. Fato \u00e9 que a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina Diagn\u00f3stica constatou aumento de 30% do n\u00famero de exames para detec\u00e7\u00e3o da Covid-19 no pa\u00eds nos \u00faltimos 15 dias. Tamb\u00e9m h\u00e1, no mesmo per\u00edodo, aumento de 25% no volume de resultados positivos para o coronav\u00edrus.<\/p>\n<p><strong>N\u00fameros crescentes<\/strong><\/p>\n<p>O Estado do Rio soma mais 224 mortes por Covid e 2.387 novos casos confirmados ontem, atingindo o maior \u00edndice di\u00e1rio de \u00f3bitos desde 30 de junho. A m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes \u00e9 de 104, aumento de 88% em rela\u00e7\u00e3o a duas semanas atr\u00e1s. J\u00e1 a m\u00e9dia m\u00f3vel de casos \u00e9 1.6785, ficando 103% superior.<\/p>\n<p>Dados consolidados ontem \u00e0 noite pelo cons\u00f3rcio de ve\u00edculos de imprensa sobre a pandemia mostram que o pa\u00eds registrou 754 mortes pela Covid-19 nas \u00faltimas 24h, chegando a de 167.497 \u00f3bitos desde o come\u00e7o da pandemia. Com isso, a m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes no Brasil nos \u00faltimos sete dias foi de 584, a maior desde 11 de outubro e um aumento de 49% em compara\u00e7\u00e3o a 14 dias atr\u00e1s. Como na v\u00e9spera, \u00e9 de novo a maior alta registrada desde maio. A m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes cresceu em 14 estados e a de casos, em 20.<\/p>\n<p><strong>Necessidade de novos leitos<\/strong><\/p>\n<p>Cientistas acham que algumas cidades, como o Rio de Janeiro, se precipitaram ao desmontar o aparato de atendimento aos doentes e oferta de vagas. O fechamento de hospitais de campanha, que ainda ficaram no meio de den\u00fancias de corru\u00e7\u00e3o, \u00e9 um dos alvos principais. A provid\u00eancia imediata, na opini\u00e3o de Ligia Bahia, especialista em sa\u00fade p\u00fablica da UFRJ, \u00e9 preparar os hospitais e abrir leitos:<\/p>\n<p>\u2014 O que est\u00e1 acontecendo \u00e9 resultado da decis\u00e3o ca\u00f3tica e absurda de abrir bares, restaurantes, permitir festas. Ao mesmo tempo em que as aglomera\u00e7\u00f5es foram permitidas, fechamos leitos. N\u00e3o acredito que consigam reabrir os hospitais de campanha, mas \u00e9 preciso montar uma retaguarda. \u00c9 preciso fortalecer a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, aumentar a testagem e fazer o rastreamento de casos.<\/p>\n<p>O infectologista Roberto Medronho fala em \u201crepique da primeira onda\u201d.<\/p>\n<p>\u2014 Pode ser um alarme falso? Pode, mas n\u00e3o acredito que seja apenas uma flutua\u00e7\u00e3o. Na d\u00favida, n\u00e3o podemos arriscar \u2014 diz.<\/p>\n<p>A desmobiliza\u00e7\u00e3o da rede hospitalar como um todo \u00e9 um fator de risco. Marcos Junqueira do Lago, do Hospital Universit\u00e1rio Pedro Ernesto, da Uerj, cita como um grave erro a desmobiliza\u00e7\u00e3o ocorrida na rede hospitalar.<\/p>\n<p>\u2014 A gente ainda n\u00e3o saiu da primeira onda. Na Europa, fizeram um lockdown rigoroso e assim conseguiram frear a dissemina\u00e7\u00e3o. Aqui no Brasil a primeira onda foi muito forte nos meses, houve uma diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de mortes, mas n\u00e3o conseguimos interromper a transmiss\u00e3o. A m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes mais baixa chega a 300 mortos por dia, o que \u00e9 um patamar alt\u00edssimo. Com esses n\u00fameros, n\u00e3o poderia haver desmobiliza\u00e7\u00e3o e nem o fechamento de hospitais de campanha. Todos os especialistas alertaram para o recrudescimento \u2014 analisa Lago.<\/p>\n<p><strong>Para frear cont\u00e1gio<\/strong><\/p>\n<p>A microbiologista e presidente do Instituto Quest\u00e3o de Ci\u00eancia, Nat\u00e1lia Pasternak, ressalta os alertas dados para que as autoridades de sa\u00fade n\u00e3o promovesse o desmonte dos hospitais de campanha antes de uma vacina.<\/p>\n<p>\u2014 Nos preocupa a possibilidade de ocorrer aqui uma segunda onda t\u00e3o forte como na Europa. Ainda n\u00e3o estamos na mesma situa\u00e7\u00e3o. Para frear a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus vamos precisar de novo da mudan\u00e7a de comportamento das pessoas. Temos que conseguir conscientizar a popula\u00e7\u00e3o de que o controle da Covid-19 \u00e9 colaborativo. \u00c9 preciso usar m\u00e1scaras, evitar festas e qualquer aglomera\u00e7\u00e3o \u2014 alerta a virologista.<\/p>\n<p>No pa\u00eds, a regi\u00e3o Sul \u00e9 a que tem maior taxa de transmiss\u00e3o. Segundo dados do Info Tracker, que monitora o avan\u00e7o dos casos, a taxa m\u00e9dia dos tr\u00eas estados do Sul alcan\u00e7ou 1,8 ontem, bem acima da m\u00e9dia do Brasil, que \u00e9 de 1,15. A ferramenta \u00e9 do Centro de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas Aplicadas \u00e0 Ind\u00fastria, desenvolvida por professores da USP e Unesp com base nos registros das autoridades de sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u2014 Acima de 1, h\u00e1 descontrole na transmiss\u00e3o do v\u00edrus \u2014 explica Wallace Casaca, um dos cientistas respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>Outro indicador ruim para a regi\u00e3o \u00e9 o tempo m\u00e9dio de interna\u00e7\u00e3o. L\u00e1, cada doente fica internado por 23 dias, quatro a mais do que a m\u00e9dia brasileira. Na regi\u00e3o Sudeste, por exemplo, essa m\u00e9dia \u00e9 de 18 dias.<\/p>\n<p><strong>Hospital do Riocentro ficar\u00e1 aberto<\/strong><\/p>\n<p>O prefeito Marcelo Crivella, diante dos n\u00fameros, apenas anunciou que o hospital de campanha do Riocentro, que fecharia em dezembro, ficar\u00e1 aberto enquanto houve demanda. J\u00e1 o governo de S\u00e3o Paulo afirmou que n\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios de novo pico da doen\u00e7a e n\u00e3o respondeu sobre poss\u00edvel endurecimento da quarentena.<\/p>\n<p>Apesar do recrudescimento da doen\u00e7a, Hubert Alqueres, do Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o acha que seja o caso de suspender as aulas, que est\u00e3o voltando gradativamente:<\/p>\n<p>\u2014 O problema n\u00e3o est\u00e1 dentro da escola.<\/p>\n<p>De acordo com Percival Maricato, presidente do conselho estadual da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes em S\u00e3o Paulo, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 de extrema preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 Os propriet\u00e1rios de bares e restaurantes tomaram dinheiro em banco, deixaram de pagar tributos, suspenderam contratos com fornecedores. O desastre continua para o setor, e ainda temos que pagar os empr\u00e9stimos \u2014 comenta, reconhecendo que um repique do coronav\u00edrus pode ser devastador tamb\u00e9m para a economia.<\/p>\n<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/noticias\/rio\/covid-19-avanca-causa-temor-de-segunda-onda-rv1-1-24754377.html\">Extra<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um repique que ainda n\u00e3o se sabe se pode virar uma segunda onda. Os n\u00fameros preocupam. Levantamento aponta que o Rio de Janeiro foi a cidade do pa\u00eds que mais teve aumento de mortes por Covid-19 nas duas semanas que antecederam o dia 17 de novembro. 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